temos um gravador
gravamos e sentimos dor
ouvimos nosso próprio clamor
ao lado esquerdo do arpoador
do leme ao pontal, disse o outro
colando stickers com cola
agressivos como potros
e fugindo dos deveres da escola
sem documento ou pesquisa
desse jeito ninguém avisa
que já é hora de ser sério
ou a perdição não será um mistério
precisamos de palavrões
palavras com letras demasiadas
precisamos de chavões
e duma Renata mal-educada
fodam-se todos agora
e cantem uma serenata
"agora" sempre tem. é um saco
e eu me recuso a rimar.
vamos todos dançar ao luar
rimar é realmente ridículo
em um boteco com azulejos cinzas
18 de fevereiro de 2009
Esse é o primeiro verso
16 de novembro de 2008
o primeiro, na calçada do 2p
XIXI!!
A bexiga dilatada, expandida e alterada
Bosta! Ou não.
Eu sou carente.
Tem que riimar? Não.
Bexiga dilatada,mijei na hora errada.
“eu sou um gênio, eu diria”
E disse mesmo.
“mijei e entrei numa fria”
E ta frio mesmo.
Maldito pirilampo
tomara que morra.
“era a minha vez maldita”
Bom, alguém assuma,
Que eu preciso fazer...
XIXI!!
“A banca fechada solta uma luz
Azul que reflete no carro”
“ e no seu cu”
“maldito pirilampo. Cale-se”
E com licença, que peciso mijá.
Escreve aí.
MORRA!
MORRA!
MORRA NA GANGORRA!
TOMARA QUE SEU RIM
SE DISSOLVA
Um carro passa tocando rap
E eu gosto de comer wrap
palitos roliços atacam de novo
Eles vieram do árabe.
Quando bêbada, eu faço as piores constatações.
AÇÕES SEM LIÇÕES
TOMARA QUESUA VIDA SE DISSOLVA
Leve seus cigarros demoníacos
Eles vão fechar e no vêem
a hora de irmos embora.
São 3:14 no horário de
Claudinha.
“eu tou com sono e enjoado desse cigarro de bosta”
“não é de bosta, é de menta.”
24 de janeiro de 2008
Antes das 18h, só pizzas ruins.
Eu tinha sonhado com ratos.
Cheguei à conclusão de que vodka combina com coisas amarelas.
A garrafa sangra pelo grande poro.
Gosto de bebidas fortes, emoções fortes e carros-fortes.
Cevuco de suvada.
Suvaco, fraca.
Deliciosas pizzas a partir das 18h.
20 de dezembro de 2007
Consideração de amizade
O João não ama a gente
Mas ele é um indigente
e um dia perdeu seus dentes.
Não todos: só os da frente.
Ele é uma pessoa que mente.
Mas no fundo ele é decente.
Na verdade não cabe decente.
Não, até cabe. Passa rente.
O fim dos tempos é iminente.
Clementino Clemente é vidente.
Esse é um presente que já é futuro.
Um futuro onipresente.
9 de abril de 2007
The Cocktails
My dear Soft Mary
Not drinking you is so scary.
My darling Tequila Sunrise
If they say they don´t like you it´s just lies.
My dear Piña Colada
Oops! Language errada!
My fancy Martiny
be always with me.
On the beach, I drink Cosmopolitan
Under this fucking sun I get a tan.
I love theese cocktails
To me they never fail.
(Bello!)
12 de março de 2007
Róseas tardes de domingo
Róseas tardes de flamingo
Pingo, um pingo antigo
Antigo pinto
Nova busseta
Não, com cedilha, minto
ou com C de Careta
Eu sou lisboeta
Dois quartos é um quinto
Dos quartos sou
o travesseiro
E dos partos
Sou o parteiro
Tem lagartos
no meu canteiro
Tire seus cabelos fartos
do meu chuveiro
Não sou faxineiro
Sou parto
Sou canteiro
Sou Sidharta
Comendo ovos de aveiro
23 de janeiro de 2007
Ande Descalço
de seus amigos nerds
penduradas nos varais
das grandes casas antigas
joão, sopre as velas
joão e as armênias
são pedro e as areias
eu sei escrever
mas prefiro comer
eu sei comer
eu prefiro foder
eu sei.
mas preferia não saber.
O almirante eu matei
desaparecer
O poeta é poeta
O poeta não é médico
Eu tenho uma meta
A meta não lembro qual a meta
Não se meta com a minha meta
nem com meu compléxo de édipo
siga esta seta:
-> AQUI: SAPATOS ORTOPÉDICOS.
6 de dezembro de 2006
testa semi-arte
cabelo apagado
walking to the moon
passos leves
nucleares
unicamente
poucos paro sempre (sempre) livre
liberté
liberté
os sonhadores assisti
as cadeias de porta aberta
bandos listrados correndo
cascas vazias
à luz da lua
Abro o olho faz assim de novo
queria o gravador, é fantástico
(eu não escrevo
" ele não sabe escrever, ele só sabe
ser diretor de arte"
marte,
cadavérico à parte.
10 de outubro de 2006
mula boa não carrega leite
no meu mundo não existe
Dinheiro é descartável
por isso trabalhar é triste
Se bem que tudo é mutável
às vezes eu como alpiste
E a boneca é inflável
mas mesmo assim ele insiste
Então apelo pro consolo
enquanto eu como bolo
sem sono ou rolo
com cadeiras e um tolo,
na solidão febril.
Amanhã, precisarei de 1 doril.
Eu não sou senil,
meu convênio é amil.
6 de setembro de 2006
que acho que virei um passarinho
pousado num monte de feno
Asas de insetos e soluços
o inverno contido nos casacos
Sabendo que os russos não são ursos
Fim (do mundo).
29 de agosto de 2006
Transcrição 2
a partir de adesivos do orelhão, gravado por bêbados num gravador de fita k7
Dani Mulatinha
Voltei do litoral
Venha me ver
R. Fradique Coutinho
Oitocentos e oito.
Babalu
Completa e raspadinha
Oral sem camisinha
R. Fradique Coutinho
Oitocentos e oito
Carol Namoradinha
Procuro namorado
Estou tão carente
Beijo na boca
Patrícia
Ativa com acessórios
Taís Mulata
Bumbum grande
Completa e liberal
Carol Loira
Seios fartos
Completa e liberal
Vitória
Portas de aço
E serralheria em geral.
15 de agosto de 2006
[Fandango de Morango]
Cada vez mais álcool!
Sem saber
Eu assisti Malcom
e vou mais beber
Não sei se dá pra viver com
Alguém que não pode nada dizer
Eu não sei ouvir
Sabe-se lá como cantar
Preguiça da preguiça alcoólica.
*AO CONTRÁRIO
FIM
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* O final estava escrito de ponta-cabeça, não sei como reproduzir isso aqui no blog.
I´m the 20´s century boy.
queria não ter tantos calos. Culpa
dos sapatos tão apertados.
Eu arrotei muito. desculpa!
mas agora estão todos calados.
Seu arrependimento só se vê com lupa.
Você podia muito bem ser um tarado
Então mata mas não estrupa
e vamos decidir a conta no dado
Não! Eu vou fugir na garupa
de um cavalo selado
Aaaaaah! Eu prefiro o supla
ou todos estão lado a lado!
Me vê uma dose dupla
o alcool é a cura de todo passado
Estou quase empregada!
Kamelion* é nosso passado.
como se estivesse atrás de nós a estrada
como se nada jamais fosse errado
Eu quero um emprego
para ganhar dinheiro
se não conseguir um, dou o rego
ou entro para o mosteiro
ou então bebo um rum inteiro
E
FODA-SE
SUA PESSOA QUE
VÊ TELEVISÃO.
Pare com isso
e entre no fogão.
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* referência à musica que tocava no carro, estacionado do lado do boteco com volume...bom. Karma Kamelion.
24 de julho de 2006
SONETO ALTERNATIVO COMEÇA AQUI
Ela está com ciúmes
é só barata e rato MORTO
Ela usa perfume
e dá no cais do porto
Ela foi até o Horto
e Cláudia disse:"deixe que fume"
seu cérebro estava absorto
em caçar vaga-lume.
Viva! é 12:30 duma quinta
Vou cantar no microfone
Páre de falar antes que eu minta
E coloque a boca no trombone
ou faça você beber tinta
pondo na tua garganta, um cone